O presidente afastado da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (15/5) para tentar reverter a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que o destituiu do cargo. No pedido, Rodrigues não só solicita o retorno à presidência da entidade, como também contesta a indicação de Fernando Sarney como interventor.
Segundo a defesa de Ednaldo, a decisão do TJ-RJ contraria uma norma vigente do STF que assegura a permanência dos dirigentes eleitos da CBF, incluindo o presidente. Além disso, o cartola argumenta que, de acordo com o estatuto da entidade, o cargo de interventor deveria ser ocupado pelo diretor mais antigo — no caso, Hélio Menezes — e não por Sarney. A nomeação de Fernando, portanto, feriria o regimento interno da confederação.
O afastamento de Ednaldo foi motivado por um laudo pericial divulgado pelo portal LeoDias, que apontou indícios de falsificação na assinatura do ex-presidente da CBF, Coronel Nunes, em um documento homologado pelo ministro Gilmar Mendes no STF. Esse documento foi um dos pilares do acordo que sustentou a permanência de Rodrigues no comando da entidade.
A mesma reportagem revelou ainda que, embora Nunes tenha assinado o acordo validado pelo Supremo, ele declarou à Justiça em 2024 que não estava apto a gerir sua própria vida. A afirmação consta de um processo relacionado a descontos em sua aposentadoria. Um laudo médico emitido em 2023 apontou que Nunes sofre de ataxia e comprometimento cognitivo progressivo.
Com a diretoria afastada, Fernando Sarney assumiu interinamente a presidência da CBF e deverá convocar novas eleições nos próximos meses.
