Um relatório de vistoria do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), solicitado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), apontou um cenário de grave degradação ambiental na Laguna de Araruama. O documento identificou altos índices de poluição e contaminação por bactérias de origem fecal, atribuídos ao descarte contínuo de esgoto sem tratamento em São Pedro da Aldeia.
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O laudo aponta que, no trecho do condomínio Olga Diuana Zacarias, a concentração de enterococos ultrapassou 24 mil NMP/100 mL, enquanto o limite considerado seguro para banho é de apenas 100 NMP/100 mL, indicando elevado risco à saúde da população.
A vistoria também constatou queda nos níveis de oxigênio dissolvido na água em pontos como Olga Diuana Zacarias e Baixo Grande. Segundo o relatório, a decomposição da matéria orgânica reduziu o oxigênio para níveis inferiores ao mínimo necessário para a manutenção da vida aquática.
Em áreas como Pitória e o Centro de São Pedro da Aldeia, o Inea identificou predominância de cianobactérias produtoras de toxinas, que representaram mais de 80% dos microrganismos encontrados nas amostras analisadas.
As equipes também verificaram a presença de lodo em todos os dez pontos de coleta entre Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, além de forte odor nas proximidades da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Praia do Siqueira e na região do Mossoró.
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Outro ponto destacado no relatório foi a detecção de níveis de cobre dissolvido acima dos padrões estabelecidos, situação que, segundo o documento, pode estar relacionada ao descarte de resíduos industriais ou à corrosão de estruturas urbanas.
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