A prefeita de Araruama, Lívia de Chiquinho exonerou Mauricio Pinto de Melo no dia 01/06 do cargo comissionado de Assessor técnico na prefeitura; segundo informações, a exoneração se deu após às publicações dos principais informativos do país sobre o escândalo das unidades do programa Minha Casa, minha vida.

O atual governo de Araruama vem sendo marcado por inúmeros escândalos e tornou-se alvo de investigações que apontam uma suposta quadrilha formada por assessores de governo e articuladores de campanha da atual prefeita como responsável por fraudar um programa do governo federal em detrimento de mais de cem famílias carentes; Lívia Soares Bello da Silva é acusada pelo ministério público de usar o cargo para favorecer a entrega de mais de cem chaves dos apartamentos do Condomínio Dolce Vitta, do programa Minha Casa Minha Vida, no bairro Areal.
Segundo o ministério público, o esquema fraudulento do qual Lívia de Chiquinho é amplamente favorecida, contava com as articulações do esposa de sua atual chefe de gabinete a senhora Ângela Barreira; Ângela Barreira tornou-se figura de destaque nos eventos da prefeitura, tendo inúmeras aparições ao lado da prefeita e secretários de governo; a esposa de Maurício Melo, já foi cotada por Chiquinho de Lívia a participar da corrida antecipada a sucessão de Lívia em 2024, seu marido, Maurício Pinto de Melo é réu numa ação de improbidade administrativa, onde promoveu a distribuição indevida das unidade valendo-se das atribuições do cargo e de sua influência nos diversos setores do governo por gozar de livre acesso ao gabinete de Lívia Bello. Na discrição do documento do MPF, Maurício Melo excluía os reais beneficiados para incluir membros do grupo político do qual faz parte; a filha e a ex mulher de Maurício Melo também receberam unidade do programa e por isso tornara-se réus no processo.
Maurício Melo também é acusado de cobrar um aluguel de trezentos reais à uma moradora que havia sido contemplada inicialmente, e por não ter onde morar, se viu obrigada à arcar com a despesa imposta pelo fraudador; dona Marcela pagava o aluguel cobrado por Maurício no valor de R$ 300,00, a prestação da unidade R$150,00 e a taxa de condomínio de R$ 80,00; todas as despesas impostas pelo esposo da chefe de gabinete de Lívia, custaram à dona Marcela um total de R$530,00 que além de ter seu apartamento tomado pela suposta quadrilha articulada pelo esposo de Ângela Barreira, fora obrigada à assumir uma despesa que inicialmente não teria.
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