Ex-Vereador Maurício, envolvido no escândalo do ‘Minha Casa, Minha Vida’, degusta Costela de Ouro junto do grupo da prefeita de Araruama e gera polêmica

Por Redação CIC7 - Rio Janeiro

Publicado há 3 anos ago

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Ex-vereador de Araruama, Maurício Melo, e a prima da prefeita Livia Bello, Daniela Soares, se tornaram centro de nova polêmica após serem flagrados em um restaurante local consumindo “Costela de Ouro”, prato luxuoso com carne folheada a ouro. O restaurante “Dona Rê” compartilhou nas redes sociais a visita do grupo de Livia Bello.

Maurício Melo é atualmente investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por suposto envolvimento em esquemas irregulares do programa habitacional Minha Casa Minha Vida. A investigação aponta que o governo de Livia Bello teria beneficiado aliados políticos com a distribuição de moradias, deixando cidadãos realmente necessitados sem o benefício.

A investigação, corroborada pela Controladoria-Geral da União (CGU), sugere que Maurício Melo também teria se beneficiado, distribuindo moradias a pessoas de seu círculo íntimo. O inquérito menciona que Melo teria direcionado a Moradia APTO 101, bloco 3, a Margareth Silva Barbosa, mãe de seus dois filhos, Vinicius Silva e Vitor Melo, bem como o apartamento 108, do bloco 8, para Fernanda Carla Silva Melo, sua filha.

O caso continua sendo investigado e tem colocado Araruama em destaque na imprensa nacional. Recentemente, o escândalo do Minha Casa Minha Vida repercutiu em grandes veículos de comunicação.

A prefeita Livia Bello rebate as acusações, classificando as reportagens e a investigação do MPF como perseguição política. Já o seu marido, vulgo “Chiquinho de Lívia”, provocou adversários nas redes sociais com o título “Minhas Obras Minha Vida”, em alusão ao caso.

Enquanto isso, muitos moradores de Araruama vivem em situações precárias, pagando aluguel, enquanto, segundo MPF e CGU, 85 casas do programa Minha Casa Minha Vida foram distribuídas de maneira irregular a pessoas ligadas ao grupo político da atual administração.

O MPF, em resposta, moveu uma ação de improbidade administrativa contra a prefeita e outras 12 pessoas. O procurador da República, Leandro Mitidieri, argumenta que a seleção dos beneficiários do Dolce Vita foi manipulada para incluir pessoas com laços políticos ou familiares com a prefeita, a partir de 2017, quando Lívia de Chiquinho assumiu o cargo.

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