Três policiais militares foram presos preventivamente nesta sexta-feira (18) após uma investigação sobre uma abordagem violenta ocorrida em maio de 2025 no Morro da Coca-Cola, em Arraial do Cabo. Dois dos agentes são lotados no 25º BPM, em Cabo Frio, e o terceiro pertence ao 42º BPM, em Araruama.
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Os mandados foram cumpridos pela Diretoria de Polícia Judiciária Militar Estadual (DPJME) e pela 1ª e 4ª Delegacias de Polícia Judiciária Militar (DPJM). A investigação apura crimes previstos no Código Penal Militar relacionados à ocorrência registrada durante a abordagem. Segundo a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar, os mandados são de prisão preventiva.
O caso teve início em 14 de maio de 2025, quando vídeos gravados durante a abordagem no Morro da Coca-Cola começaram a circular nas redes sociais. As imagens mostram pelo menos três policiais cercando um homem durante a ação, e em um dos registros um dos agentes aparece desferindo socos e golpes de cassetete contra o homem abordado. Uma mulher que registrava a cena também pediu a identificação dos policiais, e um dos agentes respondeu apenas que o nome era “Polícia Militar”.
Após a repercussão das imagens, a Polícia Militar abriu um procedimento interno para apurar a conduta dos agentes. Na ocasião, a corporação informou que os policiais haviam sido acionados para apoiar uma operação da Secretaria de Posturas e que teriam sido alvo de desacatos e garrafas arremessadas por pessoas presentes no local. Um homem foi conduzido à delegacia durante a ocorrência.
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Mais de um ano depois da ocorrência, a investigação resultou na prisão dos três militares nesta sexta-feira. Os policiais são ligados à 6ª Companhia, responsável pelo policiamento de Arraial do Cabo, e foram encaminhados inicialmente à 126ª Delegacia de Polícia, em Cabo Frio, antes de serem levados à sede da Corregedoria da PM, na capital.
Os três permanecem presos por determinação judicial. A prisão preventiva não representa condenação, e a investigação deverá apurar individualmente as condutas e eventuais responsabilidades atribuídas aos policiais. A reportagem não conseguiu localizar os policiais investigados ou as respectivas defesas para comentar o caso. O espaço permanece aberto para manifestação.
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