O ex-delegado da 128ª Delegacia de Polícia (128ª DP) de Rio das Ostras, Franquis Nepomuceno, foi preso nesta quinta-feira (9) durante uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) que investiga um suposto esquema de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo contratos do Instituto Rio Metrópole (IRM).
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A ação foi realizada por equipes do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF) e resultou, inicialmente, na prisão de cinco investigados.
Além de Franquis Nepomuceno, também foram presos o presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê; o procurador do Estado Marcelo Lopes da Silva; a ex-fiscal do IRM Caroline Soares Barros; e Amanda Íthala da Paschoa.
Segundo o Ministério Público, os investigados fazem parte de uma organização criminosa suspeita de praticar crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o esquema teria causado um prejuízo superior a R$ 86 milhões aos cofres públicos entre julho de 2022 e maio deste ano.
De acordo com a apuração, empresas contratadas pelo Instituto Rio Metrópole realizavam repasses financeiros ao Instituto BIO (Brazilian Institute of Organics), entidade que, segundo os investigadores, teria sido utilizada para ocultar a origem dos recursos desviados. Parte do dinheiro era posteriormente sacada em espécie, dificultando o rastreamento das movimentações financeiras.
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Ao todo, 11 pessoas são alvo da operação. Entre os investigados está o diretor de Planejamento e Projetos do IRM, Maurício Silva Knoploch, apontado como um dos responsáveis pela articulação do suposto direcionamento de contratos públicos para empresas investigadas.
Além dos mandados de prisão, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos municípios do Rio de Janeiro, São Gonçalo e Teresópolis. Documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos e serão analisados no decorrer das investigações.
Segundo o Governo do Estado, a apuração teve início após auditorias realizadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que identificaram indícios de irregularidades em contratos do Instituto Rio Metrópole. O material foi encaminhado ao Ministério Público, que aprofundou as investigações e solicitou as medidas judiciais cumpridas nesta quinta-feira.
Em nota, o Governo do Estado afirmou que a atual presidência do Instituto Rio Metrópole possui mandato fixo previsto em lei, iniciado durante a gestão anterior, e reforçou o compromisso com a transparência, a fiscalização dos gastos públicos e o combate à corrupção.
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