Falsa promessa de emprego no SUS pode ter feito mais de 200 vítimas em Saquarema; esquema cobrava até R$ 2,5 mil, diz Polícia Civil. Entenda:

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 2 horas ago

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A Polícia Civil investiga um suposto esquema de falsas promessas de emprego que teria feito mais de 200 vítimas em Saquarema, na Região dos Lagos. Segundo os denunciantes, uma mulher identificada como Aline Fernandes da Cunha oferecia vagas em um suposto projeto ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e cobrava valores que chegavam a R$ 2,5 mil para garantir a contratação.

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De acordo com os relatos, os candidatos eram informados de que participariam de um projeto chamado Inteligência Nacional de Auditoria, que atuaria na fiscalização do SUS e teria parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.

As vagas prometiam salário de R$ 5,5 mil, trabalho em home office e benefícios, o que levou muitas pessoas desempregadas a acreditarem na proposta.

Segundo as vítimas, após demonstrarem interesse, eram orientadas a realizar pagamentos via Pix e enviar documentos pessoais para garantir a suposta contratação. Áudios obtidos durante a investigação mostram a suspeita solicitando urgência nos depósitos e no envio da documentação.

Os denunciantes afirmam que parte dos valores teria sido transferida para contas ligadas à investigada. A maior parte dos pagamentos, porém, teria sido destinada a Márcio de Oliveira Castro, apontado pelas vítimas como o responsável pelo projeto.

Segundo os relatos, ele se apresentava como futuro subsecretário de Saúde de Saquarema e dizia que seria nomeado para o cargo nos meses seguintes.

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A Prefeitura de Saquarema informou que o projeto citado pelos investigados não existe e esclareceu que não realiza cobranças para ingresso em cargos públicos comissionados. A administração municipal também afirmou que os dois citados nunca fizeram parte do quadro de servidores ou colaboradores do município.

Por meio da defesa, Aline Fernandes da Cunha afirmou que também teria sido enganada e que acreditava na veracidade do projeto. Já Márcio de Oliveira Castro não havia se pronunciado até a última atualização.

A Polícia Civil informou que diversos registros de ocorrência relacionados ao caso foram feitos desde o início do ano e que as denúncias seguem sob investigação.

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