A investigação sobre a morte de Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, ganhou novos desdobramentos após a confirmação de que o menino ingeriu terbufós-sulfóxido, substância conhecida popularmente como chumbinho. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) apreendeu os celulares de familiares da criança e realizou novas diligências para esclarecer o caso.
Foram recolhidos os aparelhos do pai, da mãe, do padrasto e da madrasta de Arthur. Além disso, os agentes fizeram uma perícia na residência onde o menino estava, utilizaram equipamentos de scanner, realizaram uma reprodução simulada dos fatos e coletaram material genético de todas as pessoas que tiveram contato com a criança.
O resultado do exame toxicológico apontou a presença de chumbinho no organismo do menino, reforçando a principal linha de investigação da Polícia Civil: a possibilidade de envenenamento. A substância foi encontrada no material coletado durante o atendimento médico.
Arthur morreu após permanecer mais de uma semana internado. Segundo familiares, ele passou mal após consumir um pedaço de bolo durante uma festa realizada no dia 31 de maio.
Outras substâncias, como lidocaína e midazolam, também foram identificadas nos exames, mas a suspeita é que estejam relacionadas aos procedimentos médicos realizados durante a internação.
Com a confirmação do laudo, a DHBF intensificou as investigações e segue ouvindo testemunhas, analisando provas e realizando diligências para identificar como ocorreu a contaminação e quem pode ser responsável pela morte do menino.
Arthur foi sepultado no Cemitério da Vila Rosali, em São João de Meriti. A família cobra respostas e a conclusão das investigações.
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