Após passar praticamente toda a vida dentro de um hospital, o pequeno Adryan Oliveira dos Santos, de 4 anos, finalmente conheceu a própria casa. Internado desde os nove meses de idade, o menino deixou o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), em Uberaba (MG), nesta semana, em um momento marcado por emoção, aplausos e lágrimas.
A saída de Adryan mobilizou profissionais de saúde que acompanharam sua trajetória ao longo dos últimos anos. Em uma maca, ele percorreu os corredores do hospital rumo a uma experiência inédita: viver ao lado da família fora do ambiente hospitalar.
A mãe, Nathalia Santos, não escondeu a emoção ao receber o filho em casa pela primeira vez.
“Eu estou muito feliz mesmo. Vai ser uma experiência nova, mas vou fazer de tudo para dar certo. A irmãzinha dele vai ficar muito feliz também”, afirmou.
Adryan nasceu com uma grave complicação decorrente de asfixia perinatal, condição que evoluiu para paralisia cerebral. Desde então, passou a depender de ventilação mecânica e de sonda para alimentação e administração de medicamentos.
Aos nove meses, ele foi transferido para a UTI Neonatal do HC-UFTM e, posteriormente, para a enfermaria pediátrica, onde permaneceu até receber autorização para a desospitalização.
Segundo a equipe médica, a ida para casa só foi possível após anos de acompanhamento multiprofissional e da estruturação de todo o suporte necessário para os cuidados domiciliares. Agora, Adryan continuará sendo acompanhado por profissionais de saúde através do programa de atendimento domiciliar.
A chegada ao lar marcou o início de uma nova fase para a família. Depois de quatro anos acompanhando o filho à distância, entre visitas e internações, Nathalia poderá compartilhar com ele momentos simples que nunca foram possíveis.
“Agora ele vai estar comigo. Não vou precisar mais ligar para saber como ele está. Vou almoçar e ele estará ao meu lado. Ele vai me trazer mais alegria porque estará em casa comigo”, disse a mãe, emocionada.
Para Adryan, que passou a infância cercado por equipamentos médicos, corredores e enfermarias, a alta representa a primeira oportunidade de conhecer a vida além das paredes do hospital.
