O Oruam teve as primeiras testemunhas ouvidas pela Justiça do Rio durante audiência de instrução e julgamento realizada nesta segunda-feira (11), no processo em que o artista responde por tentativa de homicídio contra policiais civis. O cantor segue considerado foragido da Justiça.
A próxima sessão do caso foi marcada para o dia 27 de maio, às 11h. Também respondem ao processo Victor Hugo Vieira dos Santos, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira e Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais.
Durante a audiência, foram ouvidas dez testemunhas. O primeiro depoimento foi prestado pelo policial civil Fabio Campos Diniz, seguido pelo perito criminal Leandro Ribeiro Pinto e pelo segurança de Oruam, Jaci Antonio Pereira de Oliveira.
Na sequência, também depuseram as vítimas da tentativa de homicídio, o delegado Moysés Santana Gomes e o comissário Alexandre Alves Ferraz, além dos policiais Carlos Alessandro Seabra, Allan de Souza Monteiro Gurgel e Paulo Saback. A noiva do rapper, Fernanda Valença de Oliveira, e Camila Pinho de Lima também foram ouvidas.
A audiência foi presidida pela juíza Tula Corrêa de Mello, que intimou o rapper e outras quatro testemunhas ausentes para comparecerem à continuação da sessão no fim do mês.
Segundo denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, o caso aconteceu em julho de 2025, durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes na mansão do artista, no bairro do Joá, na Zona Oeste do Rio.
De acordo com as investigações, policiais civis foram atacados com pedras durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um adolescente investigado por envolvimento com o tráfico de drogas.
Oruam é considerado foragido desde fevereiro deste ano, após ter a prisão preventiva decretada por descumprimento de medidas judiciais. Segundo a investigação, ele teria violado regras relacionadas ao uso da tornozeleira eletrônica em cerca de 70 ocasiões.
