Brasil amplia exportações para a União Europeia em 46,2% no mês de abril

Por Mariana Carvalho - Rio Janeiro

Publicado há 2 anos ago

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Impulsionado por um aumento significativo nas remessas de petróleo, café não torrado e farelo de soja, o Brasil registrou um salto impressionante de 46,2% nas exportações para a União Europeia durante o mês de abril de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esses dados foram revelados pelo Indicador de Comércio Exterior (Icomex), divulgado nesta quinta-feira, 16 de maio, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Além desse aumento substancial nas exportações para a União Europeia, os números mostram um desempenho robusto em outras frentes comerciais importantes para o Brasil. As exportações para os Estados Unidos cresceram 22,0% em volume durante abril, enquanto para a China o aumento foi de 14,1%. Na Ásia, excluindo a China e o Oriente Médio, o volume exportado cresceu impressionantes 38,7% no mês.

No entanto, nem todos os parceiros comerciais viram um crescimento tão expressivo. As exportações para a Argentina, por exemplo, registraram uma queda acentuada de 34,2%, enquanto para os demais países da América do Sul, o aumento foi mais modesto, alcançando 12,6%.

Quando consideramos o acumulado do ano, de janeiro a abril, em relação ao mesmo período do ano anterior, observamos um cenário misto. Houve um aumento nas exportações para a China (16,1%), Estados Unidos (20,4%) e Ásia (17,9%), enquanto as exportações para a União Europeia (-0,6%), Argentina (-29,8%) e demais países da América do Sul (-9,6%) diminuíram.

Apesar das variações nas exportações para diferentes regiões, o saldo da balança comercial brasileira em abril foi positivo, atingindo US$ 9,0 bilhões. Esse desempenho levou a um superávit acumulado de US$ 27,7 bilhões nos primeiros quatro meses do ano, um aumento de US$ 4,1 bilhões em comparação com o mesmo período de 2023.

A liderança no ranking de contribuições para o superávit da balança comercial brasileira continua com a China, que registrou um saldo de US$ 13,9 bilhões. Em seguida, estão os demais países da Ásia, com US$ 3,4 bilhões, seguidos pelos demais países da América do Sul, com US$ 2,0 bilhões, e os Estados Unidos, com US$ 412 milhões. Por outro lado, as trocas comerciais com a União Europeia resultaram em um déficit de US$ 817 milhões para o Brasil.

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