O fundo brasileiro da Giant Satoshi, que pertence à gestora Giant Steps Capital, pode ter perdido dinheiro dos investidores por ter uma exposição direta à FTX, corretora que desmoronou e deixou de pagar os clientes no início de novembro.
Dados mais recentes sobre a alocação do principal fundo do grupo, o Giant Satoshi II Master, mostram que em julho deste ano, 11,9% do patrimônio líquido do produto estava em bitcoin mantido na FTX. Essa porcentagem era equivalente a 16 BTCs, cotados a R$ 2 milhões na época.
Esses dados estão visíveis nos relatórios mensais enviados à Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM). Por ser regulado, os gestores do fundo são obrigados a divulgar uma série de dados sobre o produto, incluindo número de cotas, rentabilidade, onde o dinheiro está sendo alocado, entre outras informações.
Na CVM, no entanto, só é possível visualizar detalhes sobre o fundo Giant Satoshi até julho, uma vez que a empresa usou uma manobra legal para ocultar ao público geral os relatórios dos últimos três meses — agosto, setembro e outubro.