Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2023 – O Estado do Rio de Janeiro testemunhou uma significativa reestruturação na alta administração da Polícia Civil nesta terça-feira, 26 de setembro. O delegado Fernando Antônio Paes de Andrade Albuquerque, que liderou a instituição por um ano e cinco meses, foi exonerado de suas funções. Em seu lugar, assume José Renato Torres do Nascimento, que estava afastado das atividades diretas da Polícia Civil desde 2007, devido à sua cessão ao Tribunal de Contas do Município (TCM), onde supervisionava o departamento de segurança. O anúncio oficial dessa mudança foi publicado na edição do Diário Oficial e contou com a assinatura do governador Cláudio Castro (PL).
Esta é a terceira troca de comando da Polícia Civil em menos de quatro anos, marcando um período de notáveis transformações na estrutura da segurança pública do estado.
Em uma investigação exclusiva, o Cic7 Notícias obteve informações sobre as nomeações nas delegacias especializadas e as alterações na parte administrativa da Cidade da Polícia. Aqui estão os nomes dos novos delegados designados para suas funções:
Delegacias Especializadas:
- DRFC: Vinicius Miranda de Moraes
- DRFA: William de Medeiros Pena Junior
- DRE: Marcio Mendonça Dubugras
- DRF: Deoclécio Francisco de Assis Filho
- DESARME: Uriel Alcantara Machado Nunes
- DRCPIM: Vinicius Ferreira Domingos
- DDSD: Gustavo Rodrigues Ribeiro
Distritos Policiais:
- 16 DP: Fábio Oliveira Barucke
- 22 DP: Márcio Esteves de Jesus
- 59 DP: José Afonso Mota
- 52 DP: Julio da Silva Filho
- 77 DP: André Luís Drumond Flores
- 12 DP: Túlio Antônio Pelosi
Administração da Cidade da Polícia:
- DAS: Roberto de Souza Cardoso
- DH: Angelo José Lages Machado
- DHBF: Tiago Venturini Antunes
Além disso, informações sobre a nova chefia também foram reveladas:
- SEPOL: Zé Renato
- SSPIO: Jader Amaral
- SubAdm: Gisele
- DGPE: Oliveira
- DGPC: Patrícia Alemany
- DGPI: Paulo Passos
- DGPB: Rafael Willis
- SSinte: Antenor
- ACADEPOL: Danielle Bulus
- CGPOL: Gilberto Ribeiro
A população do Rio de Janeiro aguarda os próximos passos dessa nova gestão e espera que as mudanças tragam mais eficiência e segurança para a cidade.
Segundo informações obtidas pelo Cic7 Notícias, nos últimos meses, a troca na chefia da Polícia Civil vinha sendo discutida internamente, com várias reuniões realizadas no Palácio Guanabara para consolidar a substituição do secretário. O convite para que José Renato assumisse o cargo ocorreu durante um encontro em Portugal nas últimas semanas, quando o governador Cláudio Castro e ele estiveram juntos. Fontes indicam que Castro estava insatisfeito com o desempenho de Fernando Albuquerque na liderança da pasta.
Antes de ser cedido ao TCM, José Renato ocupou cargos de destaque na Polícia Civil, incluindo o de subchefe da instituição, o segundo na hierarquia da corporação. Naquela época, a pasta era liderada pelo delegado Álvaro Lins.
A gestão conjunta de Turnowski/Albuquerque se destacou pelas operações altamente letais, resultando em três das quatro ações mais mortais da história do Rio de Janeiro. Durante esse período, 70 vidas foram perdidas em apenas três operações na cidade, sendo a mais fatal delas ocorrida em Jacarezinho, na Zona Norte, em maio de 2021, onde 28 pessoas perderam a vida. Esses incidentes lançam luz sobre a necessidade de reformas e mudanças substanciais no âmbito da segurança pública na cidade maravilhosa.
Veja as operações mais letais na cidade do Rio de Janeiro:
- Jacarezinho (maio de 2021) – 28 mortos;
- Vila Cruzeiro (maio de 2022) – 25 mortos;
- Complexo do Alemão (junho de 2007) – 19 mortos;
- Complexo do Alemão (julho de 2022) – 17 mortos;
- Senador Camará (janeiro de 2003) – 15 mortos;
- Fallet/Fogueteiro (fevereiro de 2019) – 15 mortos;
- Complexo do Alemão (julho de 1994) – 14 mortos;
- Complexo do Alemão (maio de 1995) – 13 mortos;
- Morro do Vidigal (julho de 2006) – 13 mortos;
- Catumbi (abril de 2007) – 13 mortos;
- Complexo do Alemão (agosto de 2004) – 12 mortos.
Fonte: GENI/UFF
Se considerarmos os números em todo o estado, a lista de operações com mais mortes também incluiria uma ação da PM na Vila Operária, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em janeiro de 1998, que resultou em 23 mortes.

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