Douglas Ruas negocia montagem do governo direto com deputados e deixa dirigentes partidários de lado
Governador eleito conversa com parlamentares da Alerj em vez de presidentes de partidos e reduz a influência de dirigentes na distribuição de cargos do futuro governo
O que se sabe até agora
4 pontos- 1Douglas Ruas (PL) negocia a composição do governo diretamente com deputados estaduais da Alerj
- 2A mudança contrasta com o modelo da gestão Cláudio Castro, em que dirigentes partidários tinham grande influência
- 3Jair Bittencourt (PL) será o secretário de Governo a partir de janeiro e cuidará da articulação com a Assembleia
- 4A Federação União Progressista, com PP e União Brasil, acrescentou nove deputados à base governista
Resumo feito pela redação

O governador eleito Douglas Ruas (PL) mudou o foco das negociações para formar o próximo governo do Rio. Em vez de tratar a composição da equipe com os líderes dos partidos, ele tem procurado os deputados estaduais que devem compor sua base na Assembleia Legislativa (Alerj).
A mudança é relevante na comparação com a gestão de Cláudio Castro (PL). No governo anterior, os presidentes das legendas tinham peso grande na escolha de nomes e na divisão de espaços dentro da administração estadual.
Entre os dirigentes que perderam espaço nas conversas estão Dr. Luizinho (PP), Antônio Rueda (União Brasil), Áureo Ribeiro (Solidariedade) e André Português (Republicanos). Pelo que se observa, Douglas não pretende repassar a esses nomes a prerrogativa de indicar cargos e controlar parcelas da máquina pública.
A razão é prática. Os projetos do Executivo passam pela Alerj, e é ali que o governador precisará somar votos para aprová-los. Para ele, pode valer mais construir uma relação direta com os parlamentares do que depender da intermediação de presidentes de partidos.
Jair Bittencourt (PL), deputado estadual com longa trajetória e ex-prefeito de Itaperuna, foi escolhido para a Secretaria de Governo a partir de janeiro. Ele vai cuidar da articulação política do Palácio Guanabara e da interlocução com a Assembleia, transformando conversas individuais em apoio estável às propostas do futuro governo.
Bittencourt deve ser o único deputado estadual a deixar a Alerj para assumir cargo no primeiro escalão. Os demais parlamentares terão voz nas articulações, mas a intenção, pelo menos por ora, é mantê-los no Legislativo. Na prática, Douglas quer os deputados próximos ao governo sem que todos façam parte dele.
Os partidos seguem relevantes para a base, mas o peso dos presidentes diminuiu. A Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, já aderiu ao governador eleito e somou nove deputados à base, cinco do PP e quatro do União Brasil. A aproximação, porém, ocorreu diretamente com os parlamentares.
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Com informações de Tempo Real RJ. Texto produzido com apoio de ferramentas automatizadas.
Por Redação Cic7Mais do autor


