O homem acusado de matar a esposa, Wania Lúcia Firmiano da Silva, a tiros, em São Pedro da Aldeia, será julgado pelo Tribunal do Júri no dia 17 de novembro. O crime aconteceu em junho de 2023, no Condomínio Cisne Branco, no bairro Fluminense. A vítima morreu 15 dias depois, no hospital. Às vésperas do julgamento, a família cobra justiça e pede que o caso não seja esquecido.
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O crime
Wania tinha 47 anos quando foi baleada, no dia 24 de junho de 2023. O acusado é o marido dela, Alexander Neves da Invenção, suboficial da reserva da Marinha. Segundo informações divulgadas na época, ela teria se colocado na frente do filho, então criança, ao perceber que o companheiro ameaçava atirar no menino. Wania foi atingida por dois disparos.
Ela foi socorrida em estado grave e levada ao Pronto-Socorro dos Milagres. Depois, foi transferida para o Hospital Estadual Roberto Chabo (HERC), em Araruama, onde ficou internada no CTI. Wania morreu em 8 de julho daquele ano.
Na ocasião, uma policial militar que morava perto ouviu os disparos, conseguiu desarmar o suspeito e acionou o socorro. Alexander foi preso, e a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
Família teme adiamento
O irmão da vítima, Willer Firmiano da Silva, procurou a reportagem para pedir apoio na divulgação do julgamento. Segundo ele, há indícios de que a defesa tenta adiar a sessão, prevista para 17 de novembro, em São Pedro da Aldeia.
Willer afirma que a família espera há mais de três anos por esse momento e quer garantir que o processo avance. Ele também lembra que o filho de Wania presenciou a violência ainda criança e que a tragédia deixou marcas profundas na família.
A reportagem tentou contato com a defesa do acusado, mas não conseguiu localizá-la. O espaço segue aberto para manifestação.
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