Clubes brasileiros de futebol seguem em polvorosa após o governo federal anunciar o fim das casas de apostas esportivas on-line por meio de uma medida provisória assinada na última sexta-feira (25/09). Um grupo de dirigentes iniciou contatos para articular a paralisação do Campeonato Brasileiro enquanto a medida estiver em vigor.
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Segundo o jornalista Marcel Rizzo, do Estado de S. Paulo, dirigentes intensificaram os contatos para tentar derrubar a medida na última segunda-feira (28/09). Em meio às tratativas, o governo federal chegou a cancelar uma reunião que estava prevista com os clubes, depois que um grupo de dirigentes — liderado por equipes do eixo Rio-São Paulo — anunciou boicote ao encontro.
A movimentação também abre a possibilidade de os clubes entrarem com ações próprias no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender a medida provisória. A ameaça de não entrar em campo pelo Brasileirão tem como objetivo pressionar o governo federal a ir além do plano de linha de crédito a juros baixos que havia sido sinalizado inicialmente — as equipes querem um período de transição para o fim das publicidades de bets de, no mínimo, seis meses a um ano.
Os clubes também pressionam a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), até então sem se posicionar sobre o assunto, a tomar partido da situação. Na segunda-feira (28/09), o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut) pediu para participar do processo aberto pelas casas de apostas no STF contra a medida provisória — movimento que agradou os clubes, já que o Sinafut tem forte influência da CBF.
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