A Justiça do Rio de Janeiro determinou a soltura da advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul da capital, poucas horas após ela ter sido presa. A decisão foi tomada pela 37ª Vara Criminal, a mesma que havia decretado a prisão preventiva.
🚨 Clique aqui para fazer parte do nosso grupo de whatsapp e receber todas as notícias da cidade em primeira mão!
A medida judicial foi adotada mesmo após a circulação de um vídeo nas redes sociais em que é possível ver nitidamente Agostina imitando um macaco, com gestos e sons, direcionados a pessoas que estavam no local. As imagens viralizaram e deram origem à investigação conduzida pela Polícia Civil.
Agostina havia sido detida em Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio, e levada para a 11ª DP (Rocinha). Apesar da decisão de soltura, houve atraso no cumprimento do alvará, e ela chegou a ser encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML) para exame de corpo de delito. Após a chegada do oficial de Justiça, a argentina retornou à delegacia e foi liberada no início da noite, com uso de tornozeleira eletrônica.
A prisão preventiva havia sido decretada após a Justiça aceitar denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que apontou risco de fuga e comportamento reiterado. Segundo a promotoria, Agostina continuou com as ofensas mesmo após ser alertada de que a conduta configurava crime no Brasil.
De acordo com a denúncia, durante a discussão no bar, a argentina teria se referido a um funcionário de forma pejorativa e, ao sair do local, utilizado a palavra “mono”, que em espanhol significa macaco, além de repetir os gestos vistos no vídeo. Ainda segundo o MPRJ, as ofensas continuaram com expressões de cunho racista.
O crime de injúria racial é inafiançável e prevê pena de dois a cinco anos de prisão. Mesmo assim, a Justiça decidiu substituir a prisão por medidas cautelares.
Após a repercussão do caso, Agostina publicou vídeos afirmando estar “com muito medo” e alegando que seus direitos estariam sendo violados. Ela nega as acusações e sustenta que o gesto teria sido uma “brincadeira”, versão que é contestada pelo conteúdo das imagens analisadas na investigação.
A defesa informou que irá se manifestar nos autos e afirmou que a acusada seguirá cumprindo todas as determinações judiciais. O caso segue em andamento.
