Uma operação da Polícia Civil realizada nesta terça-feira (29) apreendeu mais de 500 armas de gel comercializadas ilegalmente em lojas de brinquedos no Centro, na Zona Sul e na Zona Norte do Rio de Janeiro, além de Niterói. Os produtos foram encontrados durante fiscalização em estabelecimentos que descumprem a legislação vigente.
A ação ocorre em meio à tramitação do Projeto de Lei nº 3.727/2024, de autoria do presidente da Câmara Municipal, Carlo Caiado (PSD), que visa proibir a fabricação e comercialização desse tipo de item na capital fluminense. A proposta deve ser discutida ainda neste semestre e pretende alterar a Lei Municipal nº 2.905/1999, que já veta brinquedos similares a armas de fogo reais.
Segundo Caiado, as armas de gel têm causado ferimentos graves e vêm sendo utilizadas até em assaltos. “O tema é urgente. A nova legislação contribuirá para apertar ainda mais o cerco contra o comércio desses falsos brinquedos, que se tornaram uma ameaça”, declarou.
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Conhecidas como “blasters”, as armas de gel se popularizaram entre jovens desde o ano passado e passaram a ser usadas em simulações de “guerras” marcadas pela internet. Com aparência semelhante à de fuzis e outras armas de uso restrito, elas também foram adotadas por criminosos em ações de roubo, segundo a polícia.
Embora a venda de simulacros seja proibida por lei federal, comerciantes frequentemente aproveitam brechas na legislação para comercializar as armas de gel. Elas não são classificadas como brinquedos e não podem ser vendidas em lojas especializadas no setor.
Além do Rio, cidades como Paulista, Caruaru, Olinda e Limoeiro, em Pernambuco, já aprovaram leis que proíbem a comercialização e circulação desses itens.
