PF aponta que outras duas máquinas da máfia do cigarro foram desviadas da Cidade da Polícia no RJ

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 1 ano ago

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Um inquérito da Polícia Federal aponta que outras duas máquinas de fabricar cigarros ligadas à quadrilha chefiada por Adilson Coutinho Filho, o Adilsinho, foram desviadas da Cidade da Polícia, no Rio de Janeiro, em outubro de 2023. O furto de uma terceira máquina, ocorrido no carnaval do mesmo ano, já havia sido revelado.

Segundo a PF, os investigadores instalaram chips de rastreamento nos equipamentos após suspeitarem que a máfia do cigarro tentaria reaver as máquinas. Uma das unidades foi localizada no Rio Grande do Sul, apesar de ter sido leiloada a uma empresa do interior do Rio. A outra passou por Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, mas seu paradeiro final ainda é desconhecido.

As duas máquinas, avaliadas em cerca de R$ 75 mil cada, pesam quase duas toneladas e são usadas para enrolar cigarros. A Polícia Civil nega que os equipamentos tenham sido furtados e afirma que foram leiloados legalmente após decisão judicial, com acompanhamento do Ministério Público do Trabalho. A corporação também diz ter participado da instalação dos rastreadores.

A maior das três máquinas, com mais de 6 metros de comprimento e cerca de 5 toneladas, foi furtada sem rastreador, durante o carnaval de 2023. A retirada do equipamento, do pátio da Cidade da Polícia, teria exigido o uso de um caminhão tipo munk.

As revelações integram a segunda fase da Operação Libertatis, deflagrada pela Polícia Federal há duas semanas. A ação levou à decretação da prisão de 21 pessoas, incluindo Adilsinho, que continua foragido. A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 350 milhões em bens e valores do grupo, e três fábricas clandestinas em Duque de Caxias e Paty do Alferes foram fechadas.

Durante a operação, 49 paraguaios encontrados em condições análogas à escravidão foram resgatados. Para o Ministério Público Federal, a organização criminosa atua em diversos estados e possui ramificações dentro das forças de segurança do Rio de Janeiro, com cooptação de agentes públicos.

A Polícia Civil informou que a investigação sobre o furto da primeira máquina segue em andamento na Corregedoria-Geral da instituição, com mais de 40 testemunhas ouvidas, análise de imagens e colaboração com a PRF.

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 1 ano ago

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