Paralisação de 1.300 rodoviários começa hoje e afeta 24 linhas no Rio; atrasos, demissões e ônibus sucateados motivam greve

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 10 meses ago

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Pelo menos 1.300 motoristas, mecânicos e funcionários administrativos das viações Vila Isabel e Real, na Zona Norte do Rio, cruzaram os braços na manhã desta segunda-feira (22), interrompendo a operação de 24 linhas essenciais que atendem bairros das zonas Sul, Norte, Sudoeste e o Centro da cidade.
Esta é a segunda greve em três meses.

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De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, a categoria decidiu iniciar a paralisação após uma série de problemas que vêm se acumulando há meses. Entre as principais denúncias estão atraso no pagamento de salários, vale-alimentação retido, verbas rescisórias não pagas, férias atrasadas desde outubro, FGTS sem depósito, cancelamento do plano odontológico sem aviso e relatos de ônibus em condições precárias, muitos deles infestados de baratas.

Os trabalhadores se concentram em quatro pontos: Central do Brasil, Terminal Gentileza, um terreno na Avenida Brasil ao lado do Assaí e a garagem da empresa em Vila Isabel.

O vice-presidente do sindicato, José Carlos Sacramento, afirmou que a categoria “só volta ao trabalho após todos receberem salários, férias, FGTS e ticket alimentação”, e que uma tentativa de acordo será buscada para evitar maior prejuízo à população.

Prefeitura aciona consórcios para reforçar operação

A secretária Municipal de Transportes, Maína Celidonio, determinou aumento imediato de viagens nas linhas de contingência, ordenando que os consórcios assumam, em caráter emergencial, as linhas paralisadas.

A Prefeitura informou que os subsídios às empresas estão em dia, reforçando que o impasse é interno entre empregadores e funcionários.

Crise se arrasta há meses

A situação das viações Real e Vila Isabel já vinha chamando atenção devido a sucessivas denúncias de sucateamento. Nos últimos meses, reportagens registraram ônibus circulando sem manutenção, frota reduzida e atrasos constantes.
O cenário piorou após um coletivo da empresa pegar fogo dentro do Túnel Rebouças, em novembro.

O Rio Ônibus e o Consórcio Intersul afirmam acompanhar o caso e ressaltam que a situação evidencia a grave crise do setor.

Linhas afetadas

As linhas atingidas incluem trajetos importantes como Gentileza x Copacabana, Central x Alvorada, São Cristóvão x Leblon, Maré x Alvorada, Vila Isabel x Gávea e Barra x Botafogo, entre outras.
(Se quiser, posso listar novamente todas as linhas em formato organizado.)

Alternativas de deslocamento

A Secretaria Municipal de Transportes divulgou opções de linhas substitutas para minimizar o impacto em bairros como Copacabana, Leblon, Gávea, Botafogo e Centro.

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 10 meses ago

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