Um instrutor de voo livre e uma turista norte-americana morreram após a queda de uma asa-delta no mar da Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, no fim da manhã deste sábado (21).
As vítimas são o piloto Rodolfo Pascoal Ladeira e a passageira Jenny Colon Rodriguez.
Rodolfo chegou sem vida à faixa de areia. Jenny foi socorrida em estado grave e levada para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu.
O acidente ocorreu próximo à área de pouso. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foi acionado às 11h15 e mobilizou helicópteros e motos aquáticas. Um barco de passeio também auxiliou no resgate.
Imagens registraram socorristas realizando manobras de reanimação na beira da água. Até a última atualização, não havia confirmação oficial sobre o que provocou a queda. Testemunhas relataram que o paraquedas de emergência teria sido acionado, mas não teria armado a tempo de amortecer o impacto.
Segundo a Confederação Brasileira de Voo Livre, Rodolfo tinha 16 anos de experiência na prática do esporte, com mais de 350 decolagens realizadas em cerca de 50 pistas diferentes. Ele participou de diversos campeonatos de parapente e também possuía licença para voar de asa-delta.
O Clube São Conrado de Voo Livre emitiu comunicado lamentando a morte das vítimas e anunciou a suspensão das atividades por três dias.
“Com o coração pesado e lágrimas nos olhos, comunicamos um momento de profunda dor e comoção. Nosso instrutor de asa-delta e recordista de parapente, Rodolfo Pascoal Ladeira, e sua aluna, Jenny Colôn Rodríguez, foram vítimas de um trágico acidente durante um voo. A perda de ambos nos abala profundamente”, informou a entidade.
O clube declarou que as causas do acidente estão sendo apuradas e que aguarda o resgate completo do equipamento para avaliação técnica. A nota também agradeceu aos bombeiros pelo atendimento e informou que está prestando suporte às famílias.
Ainda de acordo com a entidade, as condições climáticas eram consideradas favoráveis para a prática do voo no momento do acidente, e tanto o equipamento quanto a aeronave estavam com as vistorias em dia. O piloto possuía a capacitação técnica exigida para atuar como instrutor de asa-delta e parapente e era reconhecido no cenário nacional de competições.
