Um incêndio de grandes proporções atingiu a fábrica Maximus Confecções, localizada na rua Roberto Silva, no bairro de Ramos, zona norte do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (12). O fogo começou por volta das 7h39 e deixou 21 pessoas feridas, sendo nove em estado grave. Dez vítimas foram encaminhadas ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, onde três homens e seis mulheres apresentaram queimaduras nas vias aéreas devido à inalação de fumaça tóxica. Outros hospitais da região também estão atendendo os feridos.
De acordo com relatos, cerca de 30 pessoas dormiam no local quando o incêndio começou. Funcionários descreveram cenas de desespero, com pessoas pulando das janelas ou tentando escapar pelas escadas. “Estávamos dentro do ateliê quando ouvimos gritos de ‘fogo’. Abri a porta, e o fogo veio em nossa direção. Só deu tempo de correr e pular pela escada”, contou uma funcionária.
O Corpo de Bombeiros enviou seis equipes para controlar as chamas, que já estão em fase de rescaldo. A corporação também resgatou várias vítimas que estavam presas nas janelas do prédio. Durante as operações, foi constatado que a fábrica não possuía o laudo de segurança do Corpo de Bombeiros atualizado, o que a impedia de estar em funcionamento. “O prédio não tinha condição necessária para estar operando”, afirmou um representante da corporação.
A Maximus Confecções é especializada na produção de roupas e fantasias para o Carnaval, atendendo escolas de samba como Império Serrano, Unidos da Ponte, Unidos do Parque Acari, União da Ilha do Governador e Unidos do Porto da Pedra. Todas as agremiações confirmaram que suas fantasias estavam no local no momento do incêndio. O prefeito Eduardo Paes (PSD) garantiu que as escolas afetadas não serão rebaixadas e, se conseguirem desfilar, serão consideradas “Hors concours”.
A Liga RJ, responsável pela organização da Série Ouro do Carnaval, anunciou que convocará uma assembleia extraordinária para garantir que nenhuma escola de samba seja prejudicada. “Nossa maior preocupação é com a segurança e o bem-estar de todas as pessoas que estavam no local”, disse a entidade.
O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro abriu uma Notícia de Fato para apurar as condições de trabalho na fábrica. As causas do incêndio ainda estão sob investigação.
