A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) decidiu, nesta segunda-feira, pela revogação da prisão preventiva do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente da Casa. O placar foi apertado: 4 votos a favor e 3 contra.
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Votaram pela revogação da prisão os deputados Rodrigo Amorim (União Brasil), Alexandre Knoploch (PL), Fred Pacheco (PMN) e Chico Machado (Solidariedade). Já os votos divergentes foram de Luiz Paulo (PSD), Elika Takimoto (PT) e Carlos Minc (PSB).
Entre os parlamentares que votaram contra, houve divergência de entendimento. Carlos Minc defendeu a manutenção da prisão preventiva. Luiz Paulo e Elika Takimoto, por sua vez, votaram pela separação das decisões, propondo a elaboração de dois relatórios distintos: um sobre a manutenção da prisão e outro tratando apenas do afastamento de Bacellar da presidência da Alerj.
O relatório aprovado na CCJ será analisado ainda nesta segunda-feira, às 15h, durante sessão extraordinária do plenário da Casa.
Rodrigo Bacellar está preso desde a semana passada por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é investigado sob a acusação de ter vazado informações de uma operação da Polícia Federal que resultou na prisão do ex-deputado estadual TH Jóias, apontado pelas investigações como elo do Comando Vermelho com a política fluminense.
Após a decisão da CCJ, o processo segue para o plenário da Alerj, onde a votação será aberta e nominal. A sessão será conduzida pelo vice-presidente da Casa, Guilherme Delaroli (PL). Para validar qualquer decisão, são necessários ao menos 36 votos dos 70 deputados estaduais.
