A Justiça do Rio de Janeiro deu um novo capítulo ao caso da morte do empresário Luiz Marcelo Ormond, de 49 anos, aceitando a denúncia do Ministério Público contra a psicóloga Júlia Andrade Cathermol Pimenta e a cigana Suyany Breschak. Ambas são acusadas de envolvimento no crime que chocou o bairro do Engenho Novo, na Zona Norte da cidade, ocorrido em maio deste ano.
Luiz Marcelo Ormond foi vítima de envenenamento por um brigadeirão contendo 50 comprimidos de dimorf, um medicamento controlado. Júlia, sua namorada, é acusada de produzir e oferecer o alimento envenenado.
A cigana é apontada como mandante do crime, visando a se apropriar dos bens da vítima. Ela teria instruído Júlia na administração do medicamento fatal.
Além das rés principais, outras quatro pessoas foram indiciadas. Leandro Jean Rodrigues Cantanhede e Victor Ernesto de Souza Chaffin enfrentam acusações que incluem receptação, venda de armas e associação criminosa. Geovani Tavares Gonçalves e Michael Graça Soares foram indiciados por compra ilegal de armas.
Enquanto Júlia está presa desde junho devido à sua suposta participação direta no homicídio, Suyany também está detida, enfrentando acusações semelhantes, mas sem o agravante de uso de documentos falsos.
Júlia e Luiz Marcelo iniciaram seu relacionamento em 2013, quando ela tinha 18 anos e ele 34. Após uma separação, reataram em março deste ano, residindo juntos no apartamento da vítima.
Após a descoberta do crime, Júlia fugiu, sendo localizada e presa após uma semana. Ela utilizou nome falso durante sua fuga, o que agravou sua situação judicial.
O caso continua a ser investigado e julgado, envolvendo múltiplos aspectos criminais que vão desde homicídio por motivo torpe até falsidade ideológica e associação criminosa. A aceitação da denúncia pela Justiça representa um passo crucial na busca por justiça para Luiz Marcelo Ormond e seus familiares, enquanto a complexidade do caso destaca a necessidade de um julgamento minucioso e justo para todos os envolvidos.
