Animais de um abrigo localizado em Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, entraram em pânico durante a queima de fogos na virada do ano. Um deles, que possuía problemas cardíacos e fazia uso de medicação contínua, não resistiu ao estresse e morreu após sofrer um infarto na noite do réveillon.
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Segundo a ONG Toda Vida Importa, outros cães também foram gravemente afetados pelo barulho. A cadela Luma, da raça pitbull, segue abatida, trêmula e sem sinais de melhora dias após a virada. Vítima de maus-tratos no passado, ela tem acompanhamento neurológico e apresentou mais de 15 convulsões desde a noite de 31 de dezembro, desencadeadas pelo som dos fogos.
Casos semelhantes foram registrados com outros animais do abrigo, como Peteleco e Apolo, um são-bernardo de grande porte. Mesmo após dias, os cães ainda demonstram sinais de trauma.
Veterinários alertam que a audição dos cães é muito mais sensível que a dos humanos, o que pode provocar crises convulsivas, estresse severo e até problemas cardíacos diante de ruídos intensos.
O episódio reacende o debate sobre o cumprimento da legislação municipal do Rio de Janeiro, que proíbe fogos com estampido, permitindo apenas os de efeito visual, justamente para proteger animais, idosos, bebês e pessoas com transtorno do espectro autista.
Além disso, protetores alertam para o aumento no abandono de animais neste período. Apenas em 2025, mais de 2,2 mil denúncias foram registradas na capital fluminense. Atualmente, a ONG Toda Vida Importa cuida de cerca de 600 animais e pede apoio da população para manter o trabalho de resgate e acolhimento.
