O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para investigar um possível despejo irregular de esgoto na Lagoa de Juturnaíba, após a divulgação de um vídeo pelo perfil “Plantão Araruama”, no Facebook, no dia 1º de outubro de 2025. As imagens mostram uma tubulação lançando material no corpo hídrico, o que levantou suspeitas de crime ambiental.
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O trecho onde fica a lagoa está, aparentemente, localizado dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Federal do Rio São João. Diante da denúncia, o MPF determinou uma série de medidas para esclarecer a origem da substância despejada e verificar se houve lançamento de esgoto in natura.
Entre as determinações, o órgão pediu:
- Extração e anexação dos vídeos publicados nas redes sociais ao procedimento oficial;
- Esclarecimentos da Concessionária Águas de Juturnaíba sobre a tubulação registrada no vídeo;
- Envio, pelo INEA, dos resultados laboratoriais coletados durante fiscalização realizada em 1º de outubro de 2025, além de análise técnica sobre possível relação entre o material coletado e o ponto de despejo;
- Informações da Comissão de Meio Ambiente da ALERJ sobre a fiscalização feita na mesma data;
- Notificação ao ICMBio, responsável pela APA, para confirmar se a área pertence à Unidade de Conservação e realizar nova fiscalização com emissão de laudo técnico.
Os órgãos notificados terão 30 dias para responder às solicitações.
O despacho foi assinado pelo procurador da República Leandro Mitidieri Figueiredo, que determinou o envio dos vídeos juntamente com os ofícios.
Juninho Peruca divulga vídeo mostrando outros pontos de despejo
Após a abertura do procedimento pelo MPF, Juninho Peruca publicou um novo vídeo — não relacionado ao vídeo do Plantão Araruama — onde aparece em diferentes pontos da Lagoa de Juturnaíba mostrando a água escura, o mau cheiro e a presença de resíduos. Ele afirma que a situação está piorando e acusa concessionárias de contribuírem para a degradação da lagoa.
Durante a gravação, Juninho Peruca denuncia o que chama de “abandono ambiental” e alerta sobre os impactos para a população, que depende do sistema lagunar para abastecimento de água e preservação ecológica.
Parte 2 do vídeo:
