Manifestantes se reuniram no Centro do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (24), em protesto contra a prisão dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em 2018. O ato ocorreu em frente ao Tribunal de Justiça, exatamente um ano após a prisão dos dois, em 24 de março de 2024.
Além dos irmãos, os manifestantes também contestaram a prisão do delegado Rivaldo Barbosa e do ex-assessor de Domingos, Robson Calixto. Segundo os participantes, eles estariam “presos sem julgamento, baseados apenas em uma delação sem provas”. O deputado estadual Pedro Brazão (União), irmão dos acusados, também esteve presente na manifestação.
Sete anos do crime
No último dia 14 de março, completaram-se sete anos do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, réus confessos, foram condenados em outubro de 2024. Lessa recebeu uma pena de 78 anos, 9 meses e 30 dias de prisão, enquanto Queiroz foi condenado a 59 anos, 8 meses e 10 dias.
Ainda em 2024, a Polícia Federal apontou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão como mandantes do crime. Domingos era conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE), e Chiquinho, deputado federal. Ambos negam qualquer participação no assassinato e são réus em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF), já que Chiquinho tem foro privilegiado.
