A vereadora Mislene Santos, representante do município de São Pedro da Aldeia, tem sido alvo de críticas e acusações de hipocrisia em sua atuação política. Apesar de construir uma imagem pública pautada na defesa das minorias, como autistas e mulheres, sua atuação na prática não reflete o compromisso que proclama em seus discursos.
Nas redes sociais, especialmente no Instagram, a comunicação visual da parlamentar está fortemente atrelada a essas causas, sugerindo um engajamento genuíno. No entanto, não há registros concretos de ações efetivas de Mislene para melhorar a vida das mulheres ou da população autista. Seus esforços se limitam a projetos de lei e indicações vazias que, na prática, não resultam em mudanças significativas para esses grupos.
Outro ponto que levanta questionamentos sobre sua real intenção em representar essas pautas é sua atuação na Câmara Municipal. No início de 2024, ao assumir seu segundo mandato, Mislene foi eleita para importantes comissões, como a de Justiça e Redação, Educação e Saúde Pública, e Obras e Serviços Públicos. No entanto, surpreendentemente, ela não se articulou para fazer parte da Comissão da Mulher ou da Comissão das Pessoas com Deficiência, órgãos que tratam diretamente dos temas que ela tanto afirma defender.
A falta de empenho da vereadora para assumir um papel mais ativo nessas comissões se torna ainda mais grave ao considerarmos que ela é a única mulher eleita para a Câmara de São Pedro da Aldeia. Esperava-se que, ao menos, representasse as mulheres na Comissão da Mulher, mas sua ausência nesse espaço reforça a suspeita de que seu discurso não passa de uma estratégia de marketing político.
