O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta quarta-feira (17), o afastamento imediato do deputado estadual Marcos Muller (União), acusado de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro em um suposto esquema de rachadinha.
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A decisão mantém medida cautelar anterior de 2023, que proibia Muller de entrar nas dependências da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e de assumir qualquer cargo público, após denúncia do Ministério Público de que o parlamentar teria nomeado assessores para desviar verbas públicas. Apesar da proibição, ele vinha participando de sessões ordinárias, em descumprimento à decisão judicial.
Marcos Muller havia assumido a cadeira na Alerj em janeiro deste ano, após a eleição de Márcio Canella (União) como prefeito de Belford Roxo, graças a uma liminar que suspendeu os efeitos da decisão de 2023. No entanto, em julgamento realizado no dia 26, os desembargadores cassaram a liminar, determinando o afastamento imediato do parlamentar.
O processo corre em segredo de justiça, e a relatora que havia concedido a liminar inicial foi vencida por maioria dos votos, confirmando a necessidade de cumprimento das medidas cautelares.
