Paraguai já indenizou 1 milhão de correntistas do Ueno Bank
Novo presidente, Pedro Alliana, reúne ministros e autoridades neste sábado para acelerar o ressarcimento após a liquidação do maior banco digital do país vizinho
O que se sabe até agora
4 pontos- 1O novo presidente do Paraguai, Pedro Alliana, se reúne neste sábado com ministros e o Banco Central
- 2Mais de 1 milhão de correntistas do Ueno Bank já receberam compensação estatal
- 3Cerca de 32 mil aposentados serão pagos por outros bancos a partir do dia 17
- 4O ex-presidente Santiago Peña renunciou, sofreu impeachment e foi preso
Resumo feito pela redação

O presidente do Paraguai, Pedro Alliana, recebe neste sábado (7) o ministro da Economia, Oscar Lovera, o presidente interino do Banco Central, Pedro Acosta, e o titular do instituto de previdência social, Derlis León. A pauta é a crise aberta pela dissolução do Ueno Bank.
Em pronunciamento na manhã deste sábado, Alliana afirmou que mais de 1 milhão de clientes da instituição liquidada já receberam compensação do Estado. O banco tinha cerca de 3 milhões de contas, o equivalente à metade dos habitantes do país.
Alliana também anunciou que aproximadamente 32 mil aposentados, que recebiam benefícios pelo Ueno, passarão a ser pagos por outras instituições financeiras a partir do dia 17 deste mês.
Governo promete ações imediatas
Em seu primeiro discurso após tomar posse no Congresso, em Assunção, o novo presidente determinou ao governo que adote medidas urgentes para atender os afetados. Ele disse que o Estado vai ressarcir os poupadores, com prioridade para os mais vulneráveis.
O mandato de Alliana vai até 2028. Ele afirmou que espera resultados rápidos da equipe e que não tolerará hesitação na execução do plano.
Como a crise começou
O Ueno Bank, controlado pelo Grupo Vázquez, fechou as portas na terça-feira (3), depois que o Banco Central iniciou a liquidação. A autoridade identificou insuficiência nos índices de solvência, ligada a empréstimos feitos a empresas do próprio grupo.
O ex-presidente Santiago Peña, economista que governou desde agosto de 2023, foi sócio do grupo dono do banco até março do ano passado. Segundo reportagens, o banco concentrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos da previdência.
A oposição acusou Peña de conflito de interesses, manipulação regulatória e desvio de recursos previdenciários. Em menos de 48 horas, ele renunciou, sofreu impeachment e foi preso.
Antes da votação, a deputada Rocío Vallejo responsabilizou o então presidente pelo dano a milhões de pessoas. Peña, por sua vez, disse que os responsáveis pelas irregularidades serão levados à Justiça, sem exceções, e chegou a promulgar uma lei para acelerar a devolução do dinheiro aos poupadores.
Com informações de CNN Brasil. Texto produzido com apoio de ferramentas automatizadas.
Por Redação Cic7Mais do autor


