O Refúgio de Vida Silvestre Municipal de Maricá (Revis), localizado no Espraiado, continua sendo um local vital para a conservação da fauna silvestre da região. Em janeiro deste ano, câmeras do Programa de Monitoramento da Fauna Silvestre (Mofama) capturaram mais uma imagem de uma onça-parda, com cerca de dois anos de idade, circulando pela área. Este é o segundo registro do felino na região, sendo o primeiro feito em 2021, quando a presença da espécie foi considerada uma surpresa, uma vez que as onças-pardas eram consideradas extintas na área litorânea há mais de um século.
Além da onça-parda, as câmeras também registraram a presença de outras espécies de mamíferos, como gambá, cuíca, caxinguelê e quati, além de felinos como o gato maracajá, o gato mourisco e a jaguatirica. Essas espécies são indicadores de alta qualidade ambiental e demonstram a efetividade das Unidades de Conservação da cidade.
O trabalho de monitoramento, realizado com armadilhas fotográficas instaladas nos troncos das árvores, tem sido um sucesso. As câmeras capturam imagens de diversos animais e fornecem dados importantes para a preservação das espécies e da biodiversidade local. A iniciativa recebeu um reforço importante em 2023, com a parceria do projeto Onças Urbanas, coordenado pelo biólogo Dr. Izar Aximofi, que também realiza o monitoramento em outras cidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A onça-parda (Puma concolor), também conhecida como suçuarana, é uma espécie ameaçada de extinção e está na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Ela é um predador carnívoro, com hábitos crepusculares e noturnos, e se adapta a uma grande variedade de presas, o que a torna uma das espécies mais generalistas entre os felinos.
O biólogo Izar Aximofi destaca que o Refúgio de Vida Silvestre de Maricá é fundamental para a conservação de espécies ameaçadas, como o gato-maracajá e o gato-mourisco, além de outros como o lobo-guará e a paca, que são raramente encontrados em outras áreas urbanas, como o Parque Nacional da Tijuca. Esses registros demonstram a relevância das Unidades de Conservação para a preservação da fauna local.
Além da onça-parda, outro registro importante foi feito em novembro de 2024, com a captura de imagens raras de um jaguarundi (Herpailurus yagouaroundi), também conhecido como gato-mourisco, outra espécie ameaçada de extinção. A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Maricá, por meio do Mofama, utiliza esses dados para apoiar pesquisas sobre as áreas naturais protegidas e avaliar a efetividade dessas áreas para a conservação da biodiversidade.
