Uma mãe acusa a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Iguaba Grande, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, de negligência e tratamento desumano enquanto acompanhava o filho autista de 4 anos internado na pediatria da unidade. Segundo o relato, ela foi impedida de permanecer deitada ao lado da criança, que, por condição do transtorno, só consegue dormir abraçado à mãe.
Em depoimento gravado e compartilhado nas redes sociais, a mulher relata que ficou três dias com o filho internado e foi abordada de forma constrangedora por uma enfermeira — que, segundo ela, nem atuava no setor pediátrico — por estar deitada junto ao menino. Após procurar a assistência social da UPA, foi encaminhada à direção da unidade.
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“Um dos diretores me atendeu dizendo que eu não poderia deitar ao lado do meu filho, que só poderia ficar na cadeira — uma cadeira rígida de plástico”, afirma a mãe. “Perguntei como eu dormiria nessa cadeira por cinco a sete dias, e ele respondeu que eu não estava ali para dormir. Foi nesse momento que comecei a gravar.”
A mãe reforça que não possui rede de apoio e que a situação já era extremamente delicada por si só. “É inadmissível que, além de estar enfrentando um momento tão difícil, uma mãe ainda precise passar por esse tipo de constrangimento, principalmente sendo uma mãe atípica. Toda mãe merece, no mínimo, um atendimento humanizado.”
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais, com internautas cobrando explicações e providências por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Até o momento, a Prefeitura de Iguaba Grande não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
