Vídeos revelam campana e execução de policial civil em Niterói; grupo monitorou vítima por mais de um mês

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 6 meses ago

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A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí obteve, a partir de celulares dos acusados, vídeos que mostram a rotina de monitoramento do policial civil Carlos José Queirós antes de sua execução, em Niterói.

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As imagens revelam que os criminosos realizaram campanas tanto na delegacia onde a vítima trabalhava, a 29ª DP (Madureira), quanto na residência do agente, em Piratininga, na Niterói. Também há registros feitos na Ponte Rio-Niterói.

Carlos José Queirós, assassinado na porta de casa em Niterói, na Região Metropolitana do Rio 

Em um dos vídeos, o policial é filmado saindo de uma viatura e entrando em casa dias antes do crime. Ele seria executado pouco tempo depois, ao colocar o lixo para fora, na porta de casa. Um carro branco se aproxima e o passageiro dispara diversas vezes contra a vítima.

As investigações apontam que o agente foi monitorado por mais de um mês antes da execução. Cinco suspeitos foram presos e vão participar de audiência nesta segunda-feira (6).

Entre os acusados estão os policiais militares Fábio de Oliveira Ramos e Felipe Ramos Noronha, além de Mayck Júnior Pfister Pedro, Dênis da Silva Costa e José Gomes da Rocha Neto.

Segundo a polícia, Mayck teria sido responsável por seguir diretamente a vítima e realizar as filmagens. Já Dênis atuou como “batedor” e ajudou a destruir o veículo usado no crime.

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As investigações também revelaram o uso de um carro com placa clonada, baseada em um anúncio de venda na internet. O veículo foi monitorado até Duque de Caxias, onde parte dos suspeitos foi presa.

O automóvel utilizado na execução foi encontrado incendiado. Em outro carro, os agentes apreenderam arma, vestimentas táticas e placas clonadas.

Apontado como coordenador do grupo, Kiko teria participado diretamente do planejamento do homicídio, mantendo contato com os executores inclusive no dia do crime.

A polícia segue investigando para identificar o mandante e a motivação do assassinato. As defesas dos acusados negam envolvimento e contestam as provas apresentadas.

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 6 meses ago

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