Uma conversa atribuída a integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) revela um suposto esquema de cooptação de policiais para atuar contra rivais do Comando Vermelho (CV). O conteúdo, que circula em aplicativos de mensagens, detalha negociações e valores oferecidos para que agentes atuem em ações criminosas.
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Nos diálogos, os suspeitos mencionam diretamente a proposta: “mano, vai te dar 20 mil por mês pra você ajudar a matar esses caras aí, cair pra dentro dos caras”. Em outro trecho, eles discutem se já houve contato com o policial citado e cobram retorno: “mandei mensagem aqui, esperando ele responder”.


A conversa também indica a tentativa de obter contatos pessoais fora do ambiente oficial de trabalho. “Me manda o zap dele. Fora do plantão, zap particular”, diz um dos interlocutores, sugerindo articulação paralela para evitar rastreamento institucional.


Os criminosos destacam ainda que o policial seria “cria” da região — expressão usada para indicar alguém nascido e criado na comunidade — e, por isso, conheceria bem a área e os envolvidos. “Porque esse cara é cria, então conhece tudo”, afirma um dos trechos.
Além da proposta de alto valor mensal, os envolvidos mencionam pagamentos a outros agentes. Em uma parte da conversa, é citado que um policial estaria recebendo cerca de R$ 1.200 por semana. “Nesse cara a gente estava pagando 1.200 na semana”, diz a mensagem, indicando um possível esquema já em andamento com outro envolvido.
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Os diálogos também fazem referência a viaturas policiais, chamadas de “barca”, e a tentativas de aproximação por meio de terceiros: “vou chamar o amigo aqui, que é da barca, que ele que fez a ponte”.
Em outro momento, os criminosos reforçam a intenção de aumentar os valores para garantir a colaboração: “dá um dinheiro a mais pra ele, vai ajudar a matar os caras”.
O conteúdo expõe, ainda que de forma não oficial, indícios de tentativa de infiltração do crime organizado em estruturas do Estado, por meio do pagamento de propina a agentes de segurança pública.
Até o momento, não há confirmação oficial das autoridades sobre a autenticidade das mensagens ou sobre a identidade dos envolvidos citados na conversa.
