Thiago Henrique Alves de Oliveira, de 33 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (8) por suspeita de homicídios, tráfico de drogas e participação em organização criminosa. A prisão ocorreu logo após ele e a companheira desembarcarem de um avião no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.
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De acordo com o delegado Bruno Abreu, responsável pelo caso, Thiago é apontado como um dos atuais líderes do Comando Vermelho (CV), posição que teria assumido após a morte de um dos chefes da facção. Ele viajava de Natal (RN) acompanhado da companheira. Com o casal, os policiais apreenderam seis celulares e R$ 10 mil em espécie.

Thiago é investigado por três homicídios ocorridos em Cuiabá em setembro deste ano. O primeiro foi a morte de Edson Amaral de Moura, de 41 anos, conhecido como “Baleia”, assassinato registrado no dia 2 de setembro. Os outros dois crimes ocorreram no dia 22 do mesmo mês, quando foram mortos Alberto Pereira Santos, de 40 anos, e seu enteado Hendrew Felipe Araujo da Silva, de 24 anos.
Em março, dois integrantes do Comando Vermelho morreram em confronto com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Entre eles estava Gilmar Machado da Costa, então liderança da facção. Segundo as investigações, após a morte dele, Thiago publicou uma mensagem nas redes sociais afirmando ser “difícil sem o senhor, meu patrão”.
Gilmar havia recebido, ainda em novembro de 2024, uma moção de aplausos da Câmara de Vereadores da capital, proposta pelo vereador Pastor Jefferson Siqueira (PSD), sob a justificativa de que atuava como líder comunitário na região onde exercia influência criminosa.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
