Novos detalhes da Operação Colmeia, deflagrada nesta terça-feira (17), revelam o rastro de violência deixado pelo Comando Vermelho (CV) na Lapa. Investigações da Polícia Civil apontam que traficantes filmavam sessões de tortura contra dependentes químicos e impunham taxas diárias a comerciantes do bairro boêmio.
Até o momento, 14 pessoas foram presas na ação que mira a quadrilha chefiada por Abelha (Wilton Carlos Rabello Quintanilha).
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A polícia obteve vídeos gravados pelos próprios criminosos que mostram usuários de drogas sendo amarrados com fitas e espancados. Segundo o delegado Uriel Alcântara, da Polinter, os traficantes decidiam durante as agressões se matariam ou não as vítimas.
O bando também invadia casarões abandonados para montar pontos de venda, chegando a realizar “feirões” de drogas no meio da rua. O abastecimento era feito por táxis e mototáxis vindo do Morro do Fallet/Fogueteiro.
A investigação revelou que Abelha impôs uma “taxa” de até R$ 130 por dia para cerca de 50 ambulantes que trabalham no entorno da Escadaria Selarón. A polícia estima que o tráfico lucrou cerca de R$ 200 mil apenas com essa extorsão. Pagamentos eram feitos via transferência bancária para comparsas do chefão da facção.
A audácia do grupo inclui uma “homenagem” a PB, filho de Abelha morto em 2019, pintada em um muro exatamente em frente à Escadaria Selarón. O mural, que já existe há pelo menos cinco anos, foi reformado recentemente pelos traficantes, marcando o domínio da “Tropa do Mel” na região.
