Terror na UTI: técnicos de enfermagem são presos suspeitos de matar pacientes com injeções letais em hospital do DF

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 9 meses ago

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Três técnicos de enfermagem foram presos pela Polícia Civil do Distrito Federal suspeitos de envolvimento na morte de pelo menos três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). Os investigados foram identificados como Marcos Vinícius, de 24 anos, Amanda Rodrigues, de 28, e Marcela Camilly, de 22 anos.

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Segundo as investigações, Marcos Vinícius é apontado como o principal executor dos crimes. Já Amanda e Marcela teriam participado de dois dos homicídios, dando cobertura para a ação do colega. As vítimas foram identificadas como João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, de 33 anos, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos.

O caso veio à tona após o próprio hospital identificar circunstâncias atípicas envolvendo os três profissionais durante plantões na UTI. De acordo com a instituição, uma investigação interna foi instaurada por iniciativa da direção, que posteriormente acionou as autoridades. Em nota, o hospital afirmou que colaborou integralmente com as apurações.

A Polícia Civil constatou, por meio da análise de imagens de câmeras de segurança da UTI, que medicamentos eram administrados às vítimas em momentos em que apresentavam piora clínica repentina. Em todos os casos, a evolução negativa dos pacientes ocorreu de forma abrupta, o que levantou suspeitas da equipe médica.

Em um dos episódios mais graves, segundo relato do delegado responsável pelo caso, uma paciente sofreu diversas paradas cardíacas após receber injeções sucessivas de um medicamento. Como a vítima não morreu inicialmente e o produto teria acabado, o investigado teria utilizado um desinfetante retirado da pia da unidade, enchendo cerca de 13 seringas e aplicando o líquido diretamente na veia da paciente, que não resistiu.

Ainda conforme a polícia, ao serem confrontados com as provas, os três suspeitos confessaram participação nos crimes, mas não demonstraram arrependimento e tampouco explicaram a motivação das mortes, que segue sob investigação. O delegado destacou a frieza apresentada pelos acusados durante os depoimentos.

As vítimas possuíam quadros clínicos distintos e não estavam em situação de gravidade extrema antes das ocorrências. A Polícia Civil segue apurando se há outros casos semelhantes e se mais pessoas podem ter sido vítimas do grupo.

Os três permanecem presos e devem responder por homicídio qualificado. O inquérito segue em andamento para esclarecer completamente a dinâmica e a motivação dos crimes.

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Publicado há 9 meses ago

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