Secretário da Polícia Civil chama rapper Oruam de ‘bandido da pior espécie’ após confronto no Rio

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 1 ano ago

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O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, classificou o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, como “marginal, bandido, delinquente, criminoso e associado para o tráfico, um bandido da pior espécie” em entrevista ao Bom Dia Rio nesta terça-feira (22). A declaração veio após um confronto na noite de segunda-feira (21) no Joá, Zona Oeste, onde Oruam e amigos teriam atacado agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) com pedras e xingamentos, frustrando a execução de um mandado de busca e apreensão contra um adolescente de 17 anos, conhecido como “Menor Piu”.

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A operação visava capturar Menor Piu, acusado de roubo de veículos e de atuar como segurança do traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, líder do Comando Vermelho (CV) no Complexo da Penha. Durante a ação, Oruam postou vídeos nas redes sociais, apelando por ajuda: “Quem tiver de moto, brota no Joá!” Após o tumulto, no qual um policial foi ferido, o menor fugiu. Oruam escapou para o Complexo da Penha, onde gravou outro vídeo desafiando as autoridades: “Aí! Eu quero ver você vir aqui, pô! Me pegar aqui dentro do complexo! Não vai me pegar, sabe por causa de quê? Que vocês peida!” A Justiça do Rio expediu um mandado de prisão preventiva contra o rapper na manhã dessa terça-feira (22).

Oruam foi indiciado por sete crimes: tráfico de drogas, associação ao tráfico, lesão corporal, resistência qualificada, dano ao patrimônio público, ameaça e desacato. Curi destacou a ligação do rapper com o CV, liderado à distância por seu pai, Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, preso em um presídio federal. A polícia também investiga um disparo de arma de fogo atribuído a Oruam em um condomínio em Igaratá (SP), em dezembro de 2024, e a presença de foragidos em sua residência, como Yuri Pereira Gonçalves, preso em fevereiro de 2025.

Em resposta, Oruam negou as acusações, alegando abuso policial e afirmando que “só jogou pedras” após ser ameaçado com armas, com vídeos como prova. Ele refutou a pecha de “artista periférico” usada de forma pejorativa por Curi, destacando sua carreira musical, com 10 milhões de ouvintes mensais no Spotify: “Não sou bandido, criminoso ou delinquente. Sou artista, legítimo representante da minha expressão musical e cultural.”

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 1 ano ago

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