“Safado da 44”: delegado é investigado por tentar extorquir R$ 1,5 milhão de traficante para encerrar investigação, aponta PF

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 7 meses ago

Compartilhar no WhatsApp

Uma investigação da Polícia Federal aponta que policiais civis da 44ª Delegacia de Polícia (Inhaúma) teriam tentado extorquir o traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio do Lixão”, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho.

🚨 Clique aqui para fazer parte do nosso grupo de whatsapp e receber todas as notícias da cidade em primeira mão!

Segundo decisão judicial que embasou as apurações, foi exigido R$ 1,5 milhão para que uma investigação policial contra o criminoso fosse encerrada.

De acordo com o documento, o comissário Franklin Alves teria atuado diretamente na cobrança da quantia sob o comando do irmão, o delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves, responsável pela unidade policial.

As investigações indicam que os policiais teriam exigido o pagamento para “encerrar a investigação em curso” contra o traficante.

Pressão sobre familiares e aliados

Para pressionar o chefe do tráfico, os agentes teriam emitido intimações contra pessoas próximas a ele, incluindo a esposa Fernanda Ferreira Castro, além do amigo Luiz Wanderley Pires de Azevedo, conhecido como “Play”, e o irmão dele, Carlos André dos Santos.

Conversas interceptadas expõem negociações

A investigação também identificou conversas interceptadas que detalham a tentativa de negociação da propina. Em um dos diálogos citados na decisão judicial, Índio do Lixão conversa com Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, conhecido como “Dudu”, sobre a situação envolvendo os policiais da delegacia.

Em determinado momento da conversa, o traficante se refere ao delegado investigado como “o safado da 44”, ao perguntar sobre um encontro que seria marcado para tratar da negociação.

Segundo os investigadores, as mensagens mostram tentativas sucessivas de organizar reuniões entre intermediários para tratar do pagamento. Em uma das situações, Franklin chegou a insistir diversas vezes em contato para saber se o encontro havia ocorrido.

Anotações destruídas e ameaças

Em outro trecho da investigação, Dudu convida Leandro Moutinho de Deus para ir até sua casa para realizar uma ligação para Franklin. Após a conversa, ele faz anotações em um papel e depois envia um vídeo mostrando a destruição das anotações em uma trituradora.

Segundo a análise da Polícia Federal, o conteúdo do papel tinha referências a situações ilícitas, incluindo menções a carros registrados em nome de terceiros e vídeos envolvendo drogas e fuzis.

As conversas também indicam ameaças de prisão contra pessoas ligadas ao traficante, o que teria sido utilizado como forma de pressão para que o pagamento fosse realizado.

Nas mensagens, intermediários mencionam a possibilidade de fazer com que a investigação “morresse”, expressão usada para indicar o encerramento do caso.

Compartilhar no WhatsApp

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 7 meses ago

Compartilhe nas redes sociais:

Escolha sua cidade

Fique por dentro de todas as notícias pelo WhatsApp!

Nosso grupo te da acesso exclusivo as noticias mais recentes sobre a sua cidade, acesse e fique por dentro das noticias mais recentes que acontecem no dia a dia.

Usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação.