O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, anunciou nesta quarta-feira (11) a exoneração imediata do servidor comissionado Rodolfo Belém, após a repercussão negativa de um vídeo em que o funcionário sugere a criação de um grupo de segurança privada com características semelhantes às de uma milícia.
No vídeo, publicado na terça-feira (10), Belém — que atuava na Defesa Civil do município — declarou a intenção de formar um grupo para patrulhar a região de Ponta Negra, com o suposto objetivo de combater o crime organizado. A proposta, no entanto, esbarrava em preceitos constitucionais, já que o policiamento ostensivo é competência exclusiva do Estado.
Após a má repercussão, o servidor divulgou um novo vídeo tentando amenizar o conteúdo anterior, alegando que o grupo teria apenas função de vigilância e que acionaria as autoridades competentes em caso de atividades suspeitas.
Mesmo diante da retratação, o prefeito foi categórico ao anunciar a demissão:
“Determinei a imediata exoneração do servidor comissionado Rodolfo Belém após tomar conhecimento de vídeo em que este sugere a criação de um grupo semelhante a uma ‘milícia’ para atuar fazendo ‘justiça’ e ‘segurança’ de forma privada e ilegal, a exemplo das milícias”, afirmou Quaquá.
O prefeito reiterou que Maricá não tolera qualquer forma de domínio armado paralelo, seja por milícias ou pelo tráfico. “Em Maricá não toleraremos domínio armado pelo tráfico e também pelas milícias”, declarou.
Quaquá também destacou os investimentos recentes da cidade em segurança pública dentro dos limites legais, como a legalização da brigada armada da Guarda Municipal e a atuação conjunta com forças estaduais e federais no combate ao crime.
A exoneração de Belém, segundo o prefeito, tem caráter pedagógico e busca reafirmar o compromisso da gestão com os princípios da legalidade e da ordem pública. O caso será encaminhado às autoridades competentes para investigação.
