A Polícia Civil tenta localizar, nesta quinta-feira (12), uma mulher suspeita de exercer ilegalmente a profissão de dentista em um consultório na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio.
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De acordo com o Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro (CRO-RJ), não há registro profissional ativo com o nome divulgado nas denúncias. A mulher se apresenta como Eloisa Souto e mantém um perfil nas redes sociais com cerca de 7,5 mil seguidores.
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) também se manifestou após a suspeita aparecer em publicações usando jaleco com referência à instituição. Segundo a universidade, não existe registro acadêmico com o nome informado. A UERJ acrescentou que já havia apurado anteriormente uma denúncia semelhante registrada em sua Ouvidoria.
As investigações tiveram início após relatos de ex-pacientes que afirmam ter enfrentado problemas após atendimentos no local. Entre as queixas estão procedimentos realizados sem anestesia, lentes de resina que teriam se soltado e orientações consideradas inadequadas, como a recomendação de uso de água oxigenada após intervenções odontológicas.
Uma das pacientes relatou ter pago R$ 180 por uma restauração e, posteriormente, precisado buscar atendimento em outra clínica devido a complicações. Segundo ela, exames indicaram falhas no procedimento. A mulher afirmou ainda que teria recebido respostas agressivas ao solicitar reembolso. Outros relatos mencionam queda de material e falhas na higienização.
O que diz a defesa
O advogado João Pedro de Souza Amorim, que representa Eloisa, informou que ela deverá comparecer à delegacia na tarde desta quinta-feira (12) para prestar esclarecimentos.
Segundo ele, a cliente está abalada em razão de ameaças recebidas após a divulgação do caso nas redes sociais. O defensor classificou o episódio como “um mal-entendido” e afirmou que Eloisa atuava como auxiliar de saúde bucal em uma clínica odontológica, tendo realizado o procedimento a pedido de uma cliente.
Ele confirmou que ela utilizava jaleco com o emblema da UERJ, mas negou que tenha afirmado ter estudado na instituição.
O caso segue sob investigação para apurar eventual exercício ilegal da profissão e outras possíveis irregularidades.
