Polícia investiga incêndio em fábrica de fantasias no Rio e suspeita de ligação clandestina

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 2 anos ago

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou ligações clandestinas de energia na Maximus Confecções, fábrica de fantasias que pegou fogo na manhã desta quarta-feira (12), destruindo grande parte do galpão e comprometendo a produção de três escolas de samba da Série Ouro. Peritos agora investigam se o “gato” foi a causa do incêndio. O local foi interditado, e a Defesa Civil alertou para o risco de desabamento do teto. O Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ) abriu uma investigação sobre as condições de trabalho no espaço, após relatos de que funcionários dormiam no galpão, que operava 24 horas por dia. O Corpo de Bombeiros confirmou que a fábrica estava com documentação irregular.
O incêndio deixou 21 feridos, a maioria por inalação de fumaça tóxica, e algumas vítimas estão em estado grave. Testemunhas relataram cenas de desespero, com trabalhadores encurralados pelas chamas e pedindo socorro pelas janelas. O Globocop registrou o resgate de quatro ocupantes que ficaram presos na parte externa do prédio, cercados pela fumaça negra. O resgate foi dificultado pelo acesso estreito ao galpão, impedindo a aproximação de caminhões com escadas magirus, obrigando os bombeiros a utilizarem escadas portáteis.

A Maximus Confecções era fornecedora de fantasias para escolas da Série Ouro e da Intendente Magalhães, incluindo Império Serrano, Unidos de Bangu e Unidos da Ponte, que perderam toda a produção para o Carnaval. A fábrica também produzia uniformes para forças de segurança do Rio de Janeiro. Funcionários relataram que o fogo se alastrou rapidamente pelo térreo, consumindo o galpão em poucos minutos. A Receita Federal identificou que duas empresas operavam no endereço, levantando suspeitas sobre a estrutura do negócio.

A Polícia Civil vai ouvir os proprietários da fábrica e investigar se havia irregularidades na parte elétrica e nas condições de segurança do local. O MPT-RJ também apura possíveis violações trabalhistas, já que o espaço funcionava em regime contínuo e havia relatos de trabalhadores dormindo no galpão. Os bombeiros trabalharam no rescaldo até as 15h30, quando as equipes foram desmobilizadas.

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