Polícia Civil faz operação contra quadrilha que furtou 775 transformadores da Enel em Itaboraí

Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 12 meses ago

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta terça-feira (14) uma operação contra uma quadrilha suspeita de furtar 775 transformadores de energia de um galpão da Enel Distribuição Rio, em Itaboraí, na Região Metropolitana. O crime ocorreu ao longo de oito sábados consecutivos, entre junho e agosto deste ano.

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Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) cumpriram dez mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Itaboraí em endereços no Rio, em Niterói e em cidades do estado de São Paulo. O inquérito investiga crimes de furto qualificado, receptação qualificada e associação criminosa.

De acordo com a polícia, o prejuízo estimado é de R$ 851,8 mil. As investigações apontam que um funcionário da Enel, responsável pela movimentação de materiais, liberava irregularmente os transformadores aos sábados, quando o movimento no almoxarifado era menor. A saída dos equipamentos era registrada com documentos falsos.

“Esses criminosos eram funcionários da própria empresa e desviavam sorrateiramente os transformadores. As saídas eram feitas com documentos falsos, e eles deixavam para fazer esse transporte aos sábados, onde o movimento da empresa era menor. Foram oito sábados seguidos”, explicou o delegado Pedro Brasil.

O funcionário suspeito foi desligado da concessionária e, em entrevista de saída, admitiu ter adotado procedimentos irregulares. A Polícia Civil identificou que ele apresentava padrão de vida incompatível com a renda, com a compra de veículos e franquias comerciais.

Depoimentos de motoristas e outros empregados indicaram que os equipamentos desviados eram levados para empresas em Guarulhos e Mairiporã, no estado de São Paulo, onde eram revendidos. “Esses transformadores eram comprados por um preço abaixo do mercado e depois revendidos”, completou o delegado.

Com base nas informações reunidas, a DDSD conseguiu mapear toda a atuação do grupo, que envolvia fraude interna, logística de transporte e receptação do material furtado.

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Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 12 meses ago

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