A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou a Operação Prometheus, nessa terça-feira (7), direcionada a um grupo familiar suspeito de fraudar contratos com a Petrobras. As investigações apontam que o grupo forneceu à estatal pelo menos 50 peças usadas como se fossem novas, gerando riscos à segurança dos funcionários e causando um prejuízo estimado em R$ 1,2 milhão.
Agentes da Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) estão cumprindo dez mandados de busca e apreensão na Região dos Lagos. Cinco empresários, todos membros da mesma família, estão sob investigação por estelionato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
As investigações revelaram que as empresas foram criadas especificamente para cometer fraudes em licitações desde 2019. Durante esse período, aproximadamente 3 mil contratos foram celebrados com a Petrobras, totalizando R$ 26 milhões pagos. Todos os contratos foram realizados por meio de dispensa de licitação, sob a justificativa de serem compras de pequeno valor.
As fraudes consistiam na modificação de etiquetas e plaquetas nas peças usadas, apresentando-as como novas, apesar de exibirem sinais de desgaste e oxidação, evidenciando seu uso anterior.
A Operação Prometheus continua em andamento, visando identificar todos os envolvidos no esquema criminoso e recuperar os fundos desviados da Petrobras.
