O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu, nesta quinta-feira (14), dez policiais militares em mais um desdobramento da Operação Patrinus, que investiga a atuação de grupos criminosos no 39º BPM (Belford Roxo), na Baixada Fluminense.
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De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública (Gaesp/MPRJ), os PMs recebiam propina semanal de comerciantes para oferecer segurança armada durante o horário de expediente. Os lojistas que pagavam eram chamados de “padrinhos” e tinham prioridade no policiamento ostensivo. Em alguns casos, mais de um grupo de policiais cobrava de um mesmo estabelecimento.
As investigações mostram que, durante as extorsões, um dos militares chegou a afirmar a um comerciante: “Tranquilo, padrinho. Cenzinho por semana, pô, só pra tomar uma água cara, pô. É sem opressão, pô. Isso aqui não é milícia não, cara. Pior que milícia. Se não quiser dar os 100 vai dar m*rda”.
Os mandados de prisão e de busca e apreensão, expedidos pela Auditoria da Justiça Militar, foram cumpridos no Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Belford Roxo, Magé e Nova Iguaçu, com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
A primeira fase da Patrinus, em maio de 2024, prendeu 13 PMs acusados de corrupção passiva, peculato e venda de armas e drogas apreendidas. Em julho de 2025, outros nove militares foram detidos por esquema semelhante de segurança privada irregular para comércios, postos de combustíveis, universidades, feiras e até um posto do Detran.
