A Polícia Federal fechou, na manhã desta quinta-feira (5), um galpão utilizado para armazenar grande quantidade de cigarros suspeitos de falsificação em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
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No interior do imóvel, os agentes encontraram cerca de 12.500 maços de cigarros com indícios de irregularidades na fabricação e na rotulagem.
No momento da chegada dos policiais, dois homens tentavam retirar a carga às pressas, possivelmente para evitar a apreensão. Eles foram contidos e levados para a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde prestaram esclarecimentos e permaneceram à disposição da Justiça.
A localização do depósito ocorreu após o recebimento de denúncias anônimas, que permitiram o trabalho de monitoramento com o apoio de ferramentas de inteligência policial.
As investigações preliminares indicam que a mercadoria pode ter ligação com a chamada “máfia do cigarro”, organização criminosa que controla fábricas clandestinas em diferentes regiões do estado e domina o comércio ilegal do produto por meio de controle territorial e uso de violência.
Segundo a Polícia Federal, em operações anteriores contra o grupo, foram identificados locais onde trabalhadores estrangeiros, principalmente paraguaios, eram mantidos em condições análogas à escravidão durante a produção dos cigarros ilícitos.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Patrimoniais e ao Tráfico de Armas (DELEPAT/PF/RJ). As investigações continuam para identificar outros envolvidos, possíveis crimes relacionados e locais utilizados pela organização para produção e distribuição de cigarros clandestinos no estado do Rio de Janeiro.
