O rapper Oruam, de 23 anos, protagonizou mais um episódio de irresponsabilidade ao tentar fugir de uma abordagem policial no Rio de Janeiro. Dirigindo na contramão e com a carteira de habilitação suspensa, ele colocou a vida de outras pessoas em risco e acabou preso. No entanto, em vez de assumir as consequências de seus atos, ele transformou sua detenção em uma jogada de marketing para promover seu novo álbum, “Liberdade” — que, ironicamente, pede a soltura de seu pai, Marcinho VP, um dos maiores criminosos do Brasil e chefe do Comando Vermelho.
Após pagar R$ 60 mil de fiança e ser solto, Oruam foi ao X (antigo Twitter) fingir arrependimento ao comentar a agressão a um jornalista do SBT por parte de seus próprios fãs. “Peço desculpas para ele por isso. Não compactuo com isso, fiquei chateado de verdade”, escreveu, como se a hostilidade e o comportamento criminoso de sua base de admiradores não fossem consequência direta da imagem que ele mesmo cultiva.
O mais chocante veio depois: o rapper usou a repercussão da própria prisão para divulgar seu novo álbum, publicando fotos onde aparece algemado dentro de um carro da polícia, cercado por fãs com cartazes pedindo sua libertação. A manobra descarada escancara o oportunismo do artista, que não hesitou em lucrar com a própria irresponsabilidade.
Entre as 15 faixas do disco, uma delas se chama “Lei Anti-Oruam”, em referência ao projeto da vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil-SP), que busca proibir músicas que fazem apologia ao crime e às drogas. Em vez de refletir sobre sua conduta e assumir a culpa, o rapper resolveu debochar da situação e reforçar sua narrativa de “perseguido”, como se não fosse ele mesmo o responsável pelas próprias ações.
