Operação Via Fraudis prende quatro suspeitos de aplicar golpes contra idosos em Itaboraí e São Gonçalo

A Polícia Civil prendeu quatro pessoas na quinta-feira (29), durante a Operação Via Fraudis, suspeitas de integrar uma associação criminosa que aplicava golpes contra idosos em Itaboraí e municípios vizinhos, no Rio de Janeiro. As prisões foram feitas por agentes da 71ª DP (Itaboraí), que cumpriram quatro mandados de prisão preventiva expedidos pela 2ª Vara Criminal de Itaboraí.
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Quem são os presos
Foram presos Marlon Vinicius Ribeiro Correa, Julio Cesar Jardim Barcellos, Rita de Cássia Rodrigues Ribeiro e Daiana Rodrigues Ribeiro dos Santos. Julio Cesar foi localizado em um condomínio no bairro Aldeia da Prata, em Itaboraí. Os outros três investigados foram encontrados no bairro Lagoinha, em São Gonçalo. Segundo a Polícia Civil, todos foram levados à delegacia sem oferecer resistência.
Como funcionava o esquema
De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas, e usava falsas ofertas de cadastro para obtenção de benefícios assistenciais e fornecimento de medicamentos. O objetivo seria conseguir dados pessoais e bancários das vítimas. Com essas informações, os suspeitos teriam feito empréstimos, transferências e outras movimentações financeiras fraudulentas.
Uma das vítimas teve prejuízo estimado em R$ 72 mil, e outras pessoas também teriam sido lesadas.
O que mostram as provas
Imagens de câmeras de segurança de agências bancárias teriam registrado Marlon abordando uma idosa e Julio Cesar fazendo saques de valores que, segundo os investigadores, estariam ligados ao esquema. A apuração também identificou o uso de contas bancárias e chaves Pix vinculadas a Daiana e Rita de Cássia para movimentar e ocultar o dinheiro obtido com as fraudes.
Os quatro são investigados por estelionato contra pessoas idosas e associação criminosa. Todos seguem sob presunção de inocência. A reportagem não localizou as defesas dos suspeitos até a publicação.
Como se proteger
Benefícios assistenciais e medicamentos não são oferecidos por telefone, aplicativo ou visita mediante pedido de dados pessoais ou bancários. Em caso de dúvida, a família deve procurar o órgão oficial ou a delegacia. Denúncias podem ser feitas pelo Disque Denúncia, no número (21) 2253-1177, ou pelo 190.
O espaço segue aberto para esclarecimentos e atualizações sobre o caso.
Por Vitor LoboMais do autor


