Operação policial desvenda arsenal clandestino: 176 armas e 528 carregadores apreendidos na Baixada Fluminense

Por Cic7 Redação - Rio Janeiro

Publicado há 3 anos ago

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A Polícia Federal realizou uma operação nesta quinta-feira, resultando na apreensão de 176 armas e 528 carregadores em um depósito clandestino em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A ação é um desdobramento da operação Desarmada, que foi iniciada em fevereiro deste ano com o objetivo de apreender armamento irregular e enfraquecer organizações criminosas, como milícias, grupos de assassinos e facções ligadas ao tráfico de drogas.

Agentes da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas cumpriram um mandado de busca e apreensão emitido pela 1ª Vara Criminal de Nova Iguaçu durante a operação. A suspeita da polícia é de que o arsenal apreendido pertença ao escrivão aposentado da PF, Marcelo da Costa Barros, que foi preso na primeira fase da operação Desarmada e atualmente está respondendo em liberdade.

Dentre as armas encontradas no depósito, estão 99 pistolas, 25 fuzis, 21 revólveres, 12 rifles, 11 carabinas e oito espingardas calibre 12.

Desde o início da operação Desarmada, que agora está em sua quarta fase, já foram apreendidas 1.683 armas, além de uma grande quantidade de munição e acessórios. Quatro pessoas foram presas em flagrante por comercializar armamento sem vigilância armada, sem a guia de tráfego correta e com a atividade comercial de material bélico suspensa.

Os responsáveis pelo armamento podem ser acusados de comércio ilegal de armas de fogo, munição e acessórios, bem como posse ilegal de arma de fogo de uso permitido. As penas para esses crimes podem chegar a 12 e três anos de prisão, respectivamente, além do pagamento de multa.

A PF também está investigando a rede de lojas de Marcelo da Costa Barros, chamada Mil Armas, que possui unidades em Nova Iguaçu e Magé, também na Baixada Fluminense. A PF afirma que as lojas não deveriam estar comercializando armas desde novembro do ano passado, quando tiveram seu Certificado de Registro (CR) suspenso pelo Exército devido a uma série de irregularidades. No entanto, Barros ignorou a proibição e continuou com as vendas, o que resultou em sua prisão.

Além de Barros, seu filho, Iago Araújo Costa Barros, que é gerente de uma das lojas, e outros dois funcionários também foram detidos. Durante a ação realizada em 15 de fevereiro, foram apreendidos 63 fuzis que estavam sendo vendidos. No mês seguinte, seguindo uma determinação judicial, a PF apreendeu o restante do armamento em estoque na Mil Armas, incluindo mais de mil pistolas, revólveres e carabinas. Essa foi a maior apreensão já realizada pela corporação no Rio de Janeiro.

Foi constatado que duas das armas vendidas pela Mil Armas foram utilizadas em crimes. Dois compradores, que faziam parte da categoria de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs), foram presos após tentarem invadir um terreno em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, e fizeram duas mulheres reféns. Segundo a polícia, Oséas Rocha de Souza Junior e Anderson Guilherme de Jesus Souza eram parte de um grupo de dez milicianos que pretendiam expulsar as vítimas de uma propriedade e tomar posse dela. Cada um deles adquiriu uma pistola na Mil Armas de Nova Iguaçu, sendo que Junior visitou a loja em 18 de maio de 2022 e Souza compareceu dois meses depois.

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