A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro iniciou nesta quarta-feira (25) uma operação contra um braço do Comando Vermelho especializado em explosões de caixas eletrônicos e roubos a residências de alto padrão. Até a última atualização, sete pessoas haviam sido presas, entre elas um policial militar.
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A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais, que cumpre 16 mandados de prisão e 52 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Também foi solicitado o bloqueio de cerca de R$ 30 milhões ligados ao grupo.
Segundo as investigações, um “núcleo de inteligência” era responsável por levantar os endereços dos alvos, enquanto os ataques eram executados com maçaricos industriais.
Apoio logístico interestadual
De acordo com a Polícia Civil, criminosos de Santa Catarina vinham ao Rio para receber apoio logístico da facção. O grupo fornecia veículos roubados para fuga, maquinário e ferramentas usadas nas explosões, além de esconderijos antes e depois dos crimes.
Os agentes identificaram a movimentação de aproximadamente R$ 30 milhões ao longo de cinco anos, por meio de contas de pessoas físicas e jurídicas usadas para ocultar a origem ilícita dos valores.
Parte da lavagem de dinheiro, conforme apurado, ocorria em uma joalheria de Niterói, também investigada por supostamente ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas no Complexo do Viradouro.
Além do bloqueio financeiro, a Justiça foi acionada para determinar a indisponibilidade de imóveis e veículos de luxo ligados aos investigados, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa e interromper o fluxo de recursos.
